História

Domingo, 12 de julho de 2015

O Município de Ibimirim tem sua história vinculada ao povoamento das terras pernambucanas, através dos primeiros colonizadores portugueses e descendentes, que concentravam-se na região Litoral e Zona da Mata, fundaram povoados, vilas e engenhos. No início da colonização, a criação de gado era realizada próximo aos engenhos, o que ocasionava estragos aos canaviais e a ocupação de terras férteis, provocando o deslocamento das atividades pecuárias para o Sertão, intensificando seu povoamento.

 

Com a invasão Holandesa e a exploração do Sertão, principalmente, pelos rios Açu, Apodi-Mossoró e Jaguaribe, ao norte, e pelo Vale do Rio São Francisco, ao sul, através de seus afluentes Moxotó, Pajeú e Brígida. Inicia-se o ciclo de existência de Ibimirim.  As terras onde fica fixado hoje o município, se encontravam devolutas, sem utilidade pública, mas, povoada por poucos habitantes portugueses, em sua maioria indios.

 

           Registra-se que, em 1688, o Capitão-General João da Cunha Sotto Mayor - Governador da Capitania de Pernambuco, assinou carta de sesmaria a João Alves Pereira, Manuel da Cunha Moreno, Amaro Fernandes Tinoco, Manuel Gonçalves e Domingos Fernandes, concedendo-lhes 21 léguas de terras limitadas entre os rios Pajeú e Moxotó, para a devida exploração, não obtendo sucesso na empreitada, desistindo de seu povoamento e doando todas aquelas terras aos padres oratorianos que passaram procuração ao Padre Miguel Batista o qual se responsabilizou por venda e compra das terras.

 

          As agregações de outras terras ao atual município deu-se a partir de 15 de Março de 1724, o então Governador D. Manuel de Moura sob carta sesmarial na forma regimental, distribuiu as terras, os primeiros a fazerem petição das referidas, foram três sesmeiros: O Padre João Pereira Campos, o Comissário Geral João Peixoto Vilela e o Alferes Paulo Ferreira Pacheco que tiveram notícia de terras chamadas de Olho D’água da Cana Brava, o Brejo do Manari e o Brejo da Gameleira, tendo objetivo de criar bovinos e equinos.

 

Em 10 de março de 1725 os tais sesmeiros foram empossados judicialmente através do Tabelião Sebastião Neto Nogueira, fundando inicialmente, os Sítios Gameleira, Priapé (Brejo do Prioré) e Manari, e, logo após, Puiu, Quiridalho e Cana Brava.          

 

O Sitio Puiu foi fundado pelo Padre João Pereira Campos e Gabriel de Souza Carvalho e outros companheiros, todos empossados judicialmente, na sesmaria moxotoense.   Após o falecimento de Gabriel de Souza Carvalho, a propriedade passou a pertencer à família Fonseca Rego, que a revendeu para João da Fonseca Rego da Silva e, mais tarde, ao agricultor Manuel Dias da Silva, que desistindo de explorá-la, rendou-a a Cosme Correia, um pequeno fazendeiro do Sertão do Ararobá.

 

           Quando os primeiros fazendeiros chegaram àquelas terras não se deram conta que já estavam habitadas por índios Kapinawá, remanescentes de Buíque. Os índios eram totalmente selvagens e viviam da caça de animais nativos, morando em cavernas ou furnas, entre elas a Furna do Capu, denominada assim por ter abrigado uma velha índia daquela etnia.

 

           Foram os Cariris os primeiros habitantes da região na qual se localiza o território ibimiriense. Quando o mestre-de-campo Pantaleão de Siqueira Barbosa chegou em 1738, na Ribeira do Moxotó (extenso trecho de território banhado pelo Rio Moxotó e seus afluentes), já se encontravam os “jeritacós” (ou “geritacós”) e “pipipões” (ou pipipãs), índios do mesmo grupo indígena que foram reduzidos pelo capitão Antonio Vieira de Melo em meados do século XVIII e aldeados por Frei Vital de Frescarolo no Sítio Jacaré, distante dezoito quilômetros de Serra Negra (atualmente Floresta), onde existiam os índios maracanã, patriarcas dos dez povos indígenas existentes em Pernambuco, inclusive os Kambewoá (Kambiwá). O mestre-de-campo Pantaleão de Siqueira Barbosa (1716-1795) adquire por compra à Congregação de São Felipe Néri, através do Padre Miguel Batista, muitas léguas de terras. Em seguida, viaja para o interior da Capitania de Pernambuco, tomando posse de sua propriedade rural, juntamente com seu irmão, Manuel José de Siqueira Barbosa, seu amigo Gonçalo Correia da Cruz, além de muitos escravos.

 

           Sua primeira parada foi num lugar denominado Poço do Boi, onde ergueu um cruzeiro de madeira como símbolo de sua posse na propriedade, deixando-a guarnecida por seu irmão Manuel José, onde começou de imediato a fundação de uma fazenda de gado. Uns vinte quilômetros depois ordenaram a segunda parada num local chamado pelos indígenas de Jeritacó, no qual decide fundar outra fazenda de gado, escolhendo ali o lugar para sua residência pessoal. A terceira fazenda agropastoril, a qual tomava o nome de Salgado, ficou por responsabilidade de seu amigo Gonçalo Correia da Cruz.

 

           Na Fazenda Jeritacó mandou erguer uma igrejinha sob invocação de Santa Ana, em homenagem à moça com quem se casaria: Ana Leite de Oliveira. Nessa ocasião, fez vir de Portugal as imagens de Santa Ana e Santo Pantaleão e dois sinos.

 

           A princípio foram três as suas fazendas: Poço do Boi, Jeritacó e Salgado, comprando logo após mais gado na Bahia e no Piauí e tornando-se o maior criador de gado da Capitania. A suas terras eram extensas e estavam fixadas nos territórios dos atuais municípios de Inajá, Ibimirim, Custódia, Sertânia, Buíque e Tupanatinga, tendo Jeritacó o centro de decisões desse grande domínio.    

           Ao falecer em 29 de junho de 1795, Pantaleão de Siqueira deixou cerca de 200 contos de réis em ouro, muito gado, fazendas, escravos, joias de ouro e objetos de prata, além de muitas léguas de terra.

 

           A histórica povoação de Jeritacó no século XX não apresentava a opulência de antes, pois o que havia deixado por Pantaleão a seus descendentes fora devorado pela grande seca de 1877.

 

         No ano de 1760, surge na região o baiano Manuel de Souza e Eça, procurador de Florência Maria de Eça e Burgos, herdeira do desembargador Cristóvão de Burgos e Contreiras. Documentado, o Procurador de Florência Maria comprovara que Cristóvão de Burgos, seu esposo, já estava empossado destas terras desde 04 de abril de 1678. Para evitar ainda mais angústia a seus reais fundadores, o Procurador vendeu ao Padre João Pereira Campos o Sítio Brejo do Prioré por 200 mil réis, em 22 de Setembro de 1760. Dona Florência Maria tomou posse dos Sítios: Olho D’água do Sabá, Cacimba dos Porcos, Fazenda do Poço, Jeritacó, Piutá, Salgado, Prazeres, Fazenda Nova e Sambambaia. As terras que hoje pertencem ao Povoado de Moxotó pertenciam à comunidade Gameleira, atual Buíque.

 

Em 05 de setembro de 1770, o rico e poderoso Tenente-Coronel Francisco Antonio de Almeida, querendo aumentar suas posses, apresentou ao Governador da Capitania uma petição onde afirmava que no Puiu achava-se trabalhando um “Cosme Correia” sem título algum, e, além disso, pobre, “com umas diminutas cabeças de gado”. Afirmou ainda que foi beneficiado em 01 de Janeiro de 1693 pelas ditas terras. 

 

Em 23 de janeiro de 1772, o governador Manuel da Cunha Menezes, beneficiou a Francisco Antonio de Almeida as terras do Sítio Puiu, onde foram expulsos seu legítimo dono Manuel Dias da Silva e o agricultor Cosme Correia.

 

            Anos mais tarde, surge no Puiu o Sr. Antônio de Moura, agricultor, o primeiro a constituir família. Logo depois, surgiram as famílias, Bom da Costa, Rufino, Magalhães, Honorato, Xavier, entre outras. O Sr. Antônio de Moura foi o primeiro a cultivar a cana-de-açúcar, pois seus brejos propiciavam esta cultura.

 

             Surgiram os primeiros engenhos das fazendas movidos a bois e fabricados com uma madeira resistente, a baraúna, que eram feitos pelos próprios escravos das fazendas. Cada família possuía em suas terras um engenho onde acontecia o período das moagens durante o mês de agosto.

 

           Com o aumento do pequeno povoado que se formava, sentiu-se a necessidade de escolher algum santo como padroeiro. O Sr. João Vieira, premido das constantes visitas e possíveis ameaças de Lampião, decidiu fazer uma promessa ao santo de sua devoção, São Sebastião. Segundo ele, se escapasse das garras de Lampião, ergueria uma capela em sua homenagem.

 

            Em 1812 foi comprado o Santo por 8 mil réis pelas famílias: Bom da Costa, Rufino, Moura e Magalhães. O referido santo veio diretamente de Roma e, com a sua aquisição, foi construída uma nova igreja no mesmo ano, ficando oficializado pelo Padre de Buíque que nos dias 11 a 20 de janeiro haveria festas em comemoração a São Sebastião:

 

           A denominação Gameleira é derivada de gamela, espécie de vasilha de madeira, utilizada no preparo de rapadura e outros produtos à base de cana-de-açúcar. Entre 1860 e 1862, chegaram a estas terras os Senhores Anastácio Pereira e seu irmão Joaquim Pereira. Ambos criaram fazendas em Gameleira e no Sítio Priapé, respectivamente, descendentes assim das famílias: Nunes, Tenório e Araújo. Juntamente com sua esposa, Dona Ana Tereza, construíram uma capela sob invocação de Nossa Senhora da Conceição, sendo celebrada a primeira missa pelo Padre José Marques Bacalhau, vindo da cidade de Custódia.

 

           Em 1880, a agricultura e pecuária já se encontravam bem desenvolvidas, tendo como principal lavoura a cana-de-açúcar, que impulsionou o surgimento dos primeiros engenhos movidos por tração animal.

 

Em meados do século XIX um Senhor de nome Dr. Luiz, grande proprietário de terras em Recife e dono de muito gado, adquirira terras por meio de compra de um lugar conhecido  de Concalacó, nome recebido devido aos índios Kalancô que ali habitavam, antes de migrarem para o Estado de Alagoas, fugindo das firmes perseguições de fazendeiros. Dr. Luiz nomeou sua Fazenda de Cancalancó, dando início ao criatório de gado, na margem direita do Rio Moxotó.

 

           Tempos depois, surge na Ribeira do Moxotó, o Sr. Marcos Ferreira D’Ávila, recém-chegado de Portugal e com o desejo de progredir com seu comércio, pois veio para o Brasil com o ofício de mascate, conhecendo todo o interior vendendo tecidos de povoado em povoado. Em uma de suas andanças, num lugar conhecido como Malhada do Boi, conhecera Ana, uma negra, que logo ficou apaixonado e começaram a namorar e poucos meses depois, Ana já se encontrava grávida de um menino, batizado posteriormente de André. Como Marcos Ferreira não queria assumir o filho, foi obrigado a casar-se com  Ana antes mesmo do filho nascer. Com o dinheiro que conseguiu juntar com seu negócio, comprou oitenta braças de terras de largura, por seis léguas de comprimento, na margem esquerda do Rio Moxotó. Ali, construiu uma casa, comprou algumas cabeças de gado e cultivou algumas lavouras de milho, feijão e mandioca. Chamou aquela Fazenda de Cancalancozinho, já que era próxima e menor da de Dr. Luiz.

 

          Com a assinatura da Lei Áurea em 1888, o Dr. Luiz não tinha como manter os escravos em regime de escravidão, então precisou dos benefícios do seu vizinho e amigo, Marcos Ferreira D’Avila, que prestou-lhe serviços como seu vaqueiro. Marcos Ferreira sabia pouco lidar com o gado, mas aprendera na prática o suficiente para aproveitar aquela oportunidade.

 

           Por alguns anos manteve sua casa fechada, mudando-se juntamente com sua esposa e meia dúzia de filhos para a Fazenda Cancalancó. Transferiu também o seu gado.  Dr. Luiz continuou morando em Recife. Após sua morte, Marcos Ferreira D’Avila retornou a sua Fazenda e vendeu outras terras não cultivadas, dando início a uma povoação, as primeiras famílias a se instalar foram: os Docas, os Jilós, os Gomes e os Vieiras. O povoado que se formava pertencia ao distrito de Jeritacó.

 

           Em 1890, chegaram às primeiras famílias vindas de Tacaratu, (Oldrado e Lima) e Bezerra de Melo, (Águas Belas), ambas fascinadas com a fertilidade do solo e o desejo de progredir financeiramente.    

 

           Em 30 de junho de 1898, o povoado da Gameleira foi elevado à vila e em 26 de maio de 1904 foi elevada a categoria de cidade com a denominação de Buíque.

 

           No final do século XIX, o então Tenente-Coronel Oldrado Lima (1840-1932) e esposa, construíram a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, tendo missas rezadas em latim e passagens de ilustres padres, entre eles, o Padre José Kehrle.

 

           Em 01 de julho de 1909 foi criada a vila de Moxotó, já com dezenas de casas, todas de estilo arquitetônico colonial. A escolha do nome para representar a vila foi devido ao Rio Moxotó que passa próximo dali. O nome Moxotó é de origem tupi-guarani (tó-moxó) que significa índios selvagens.

 

Em 1928, a pequena Vila de Cancalancozinho tinha apenas quinze casas, com a feira realizada aos domingos, à sombra de um pereiro, no meio da rua que atraía moradores da região, foi necessário construir um galpão de adobe, coberto de palha de coqueiro, para armazenar os produtos dos feirantes, nesse ano chegou ao Mirim, o vaqueiro João Inocêncio Correia Lima e pequenos fazendeiros, pressionados pelas ameaças de Virgulino Ferreira da Silva (Lampião) e das volantes (policiais) que os perseguiam.

 

A criação do município de Moxotó deu-se em 11 de Setembro de 1928, sendo formado com a parte do distrito de Custódia e o distrito de Gameleira de Buíque. Mas somente em 01 de janeiro de 1929, Moxotó iniciou a sua própria administração como município, posteriormente, desmembrada da comarca de Buíque. Registra-se ainda, que a partir da década de 30, chegou a Jeritacó a firma J. Vasconcelos & Cia, instalando uma usina desfibradora de caroá, movimentando não por muito tempo a economia do lugar.

 

O antigo povoado Cancalancozinho pertencia ao município de Jatobá, antiga Itaparica, atual Petrolândia. Preocupado com a pronúncia dificultosa da povoação, o Sr. João Dudu, em uma das viagens ao Juazeiro do Padre Cícero, pediu uma sugestão de nome para a vila que se formara. O Padre a denominou de Mirim, por ser um povoado ainda pequeno, em desenvolvimento, com a criação do novo município, em 1929, Mirim passou a pertencer a Moxotó e, em 09 de dezembro de 1938, o distrito de Jeritacó passou a denominar-se Mirim pelo decreto-lei estadual nº 235.

 

Com o inicio da construção em 1936 do Açude Engenheiro Francisco de Saboia (Poço da Cruz), já então boiadeiro na Ribeira do Moxotó, João Inocêncio tomara conta de um barracão (espécie de bodega), fornecendo alimentos aos trabalhadores do referido açude. O tal barracão pertencia a seu tio João Duque e ao Coronel José Bezerra. Em 31 de dezembro de 1943, houve a criação da comarca de Moxotó. No ano de 1947, o Cel. João Bezerra, introduziu João Inocêncio na política, elegendo-se Prefeito no Município de Moxotó, pelo P.S.D., tendo como adversário político Augusto Melo, candidato apoiado por Pedro Bezerra de Melo (rico comerciante no Moxotó). O Distrito de Mirim passou a denominar-se Ibimirim, pelo Decreto-Lei Estadual nº 952, sendo que o seu topônimo, em tupi-guarani, significa “terra pequena” ou “terrinha”.

 

Moxotó passou duas décadas como município autônomo, sendo transferida no dia 01 de Janeiro de 1949, como o 4º Distrito de Inajá. Após 14 anos passou a pertencer ao recém-criado Município de Ibimirim. Em 24 de Junho de 1949 é inaugurado o Mercado e Açougue Públicos Municipal, construídos por Antônio André de Souza (Mestre André) e Vicente André de Souza, ambos, carpinteiros e pedreiros, moradores do Sítio Serrota.

 

  A partir dos anos 50 com a construção do Açude Engenheiro Francisco de Saboia, a antiga povoação de Jeritacó foi inundada pelas águas e o novo arruado passou a ser construído num planalto a mais de quinhentos metros de onde se achava a povoação primitiva.

 

Em divisão territorial datada de 01 de Julho de 1950, o Distrito já denominado de Ibimirim figura no Município de Moxotó e pela Lei Estadual nº 421 de 31 de Dezembro de 1953, o Distrito de Ibimirim passou a pertencer a Inajá.

 

           Ibimirim foi elevado à categoria de município autônomo em 20 de dezembro de 1963 pela Lei Estadual nº 4.956, tendo como 1º Prefeito o Sr. Antônio Barbosa Silva Filho (1963-1964) e 2º Prefeito Tenente Saturnino Vieira de Melo (1964), ambos inconstitucionalmente João Inocêncio, em 1965 foi o primeiro Prefeito eleito pelo voto em Ibimirim, numa disputa contra José Odilon de Araújo.                                                                                                            

 

           Administrativamente o município é composto pelo Distrito de Moxotó e formado pelos Povoados de: Jeritacó, Poço do Boi, Campos, Lagoa da Areia, Puiu, Agrovilas: I, III, IV, V e VIII e Comunidades Indígenas: Kambiwá e Kapinawá que difundem sua cultura marcada pelo rico artesanato, costumes e rituais.

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